| Maria Augusta's profile"Eu não sou eu nem sou o...PhotosBlogLists | Help |
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Um homem polêmico e surpreendente![]() - Não quero que sejam andarilhos como eu. Mas sonho que sejam andarilhos nas vielas de seu próprio ser. Percorram territórios que poucos intelectuais se arriscaram a explorar. Não sigam mapa nem bússola. Procurem-se, percam-se. Façam de cada dia um novo capítulo, de cada curva uma nova história.
Criticava a maquinização do Homo sapiens moderno, que vivia, trabalhava e dormia como máquina, sem refletir sobre o que é ser sapiens nem sobre os mistérios da existência. Andava na superfície da terra, caminhava na superfície da existência, respirava na superfície do intelecto. Algumas pessoas protestavam: 'Quem é esse audacioso invasor de privacidade? De que manicõmio saiu esse sujeito?". Outras descobriam que não tinham tempo para o essencial, em especial para si mesmas.
Apenas um pequeno grupo de íntimos dormia onde ele durmia e vivia tal qual ele vivia. Eu, que escrevo esta história, esta entre eles. As pessoas que o contatavam não sabiam se estavam dentro de um filme, se o que presenciavam era surreal ou concreto.
A origem desse homem era uma incógnita, inclusive para seus discípulos. Quando interrogado sobre sua identidade, repetia seu famoso pensamento:
- Sou um caminhante que anda no traçado do tempo, procurando-se.
(...).
- Uma existência sem sonhos é uma semente sem solo, uma planta sem nutrientes. Os sonhos não determinam que tipo de árvpre você será, mas dão forças para você entender que não há crescimento sem tempestades, períodos de dificuldades e incompreensão. - E recomendou: - Brinquem mais, sorriam mais, imaginem mais. Lambuzem-se com a terra dos seus sonhos. Sem terra a semente não germina. (...).
Cury, Augusto. O vendedor de Sonhos: E a revolução dos anônimos. pag. 16-20. (Livro).
Bom Helloween a todos !!!!!!
Chamando os Complicados" Depois de vinte minutos de dança no sopé do Edifício San Pablo, o vendedor de sonhos pediu novamente silêncio para a multidão remanescente. Eufóricas, as pessoas pouco a pouco se aquietaram. Para o espanto de todos, ele proclamou um verso em voz alta, como se estivesse no alto de um monte:
— Muitos dançam sobre o solo,
Mas não na pista do autoconhecimento.
São deuses que não reconhecem seus limites.
Como poderão se achar se nunca se perderam?
Como serão humanos se não se aproximam de si?
Quem são vocês? Sim, digam-me, quem são?
As pessoas ficaram com os olhos regalados. Elas haviam acabado de dançar numa pista improvisada, mas agora o promotor da festa introduzia uma outra pista e as questionava se eram humanas ou divinas. Vários homens bem-trajados, em especial aqueles que não haviam dançado e estavam na posição de críticos, ficaram atordoados. Diariamente estavam vidrados na cotação do dólar, nas cotações da bolsa de valores, em técnicas de liderança empresariais, em carros, hotéis, mas muitos jamais haviam dançado na pista do autoconhecimento, jamais haviam sido caminhantes no território psíquico.
Viviam vazios, entediados, ansiosos, inundados de tranqüilizantes. Não se humanizavam. Eram deuses que morriam um pouco a cada momento, eram deuses que negavam seus conflitos.
Vendo a multidão silenciada, ele expandiu seu discurso:
— Sem filosofar a vida, viverão na superfície. Não perceberão que a existência é como os raios solares que despontam solenemente na mais bela aurora e se despedem fatalmente no ocaso. — Alguns o aplaudiram sem entender a dimensão do seu raciocínio e sem perceber que estavam próximos do entardecer."
Trecho retirado Cury, Augusto. O vendedor de Sonhos: O chamado. p. 59. (Livro). Labirinto de mim mesmoTrecho do capitulo: Perdi-me dentro de mim Porque eu era labirinto...
E quando eu penso em você, eu me perco, eu me iludo , eu me esqueço. Perdi me dentro de mim porque eu era labirinto de mim mesmo. E hoje quando me sinto, é com falta de mim. E se me entristeço, não me refaço. E quando achei que tinha o mundo em minhas mãos, eu só pensei nas flores. E quando eu acho que ti perdi, perdi mesmo! E se escrevo tanto de você a ponto de não mais parar é porque te amo. E se não paro de escrever, é porque preciso. E se anos aqui eu falo de você, é porque não te esqueci. Talvez , apenas talvez se o tempo parasse... e as flores se abrissem e o vento e a chuva não existissem, você, agora, estaria , não apenas nas paginas desse livro, mas aqui., próximo de mim. Um dia o mundo saberá da nossa historia , e de passado se fará presente. E de presente far-se-á eterno. Porque o que foi escrito uma vez, nunca se perde. Me perdi dentro de mim porque eu era labirinto de mim mesmo. E hoje quando me sinto é com saudades de mim!
Ao som da música Talvez - Ricky Martin
É pessoal, faz tempo que eu não atualizava aqui.... Por enquanto, só textos, até eu conseguir carregar imagens no blog, ok???
Bjao a todos... Até o proximo post..., que espero que seja antes do Natal....
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